
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, confirmou na manhã desta sexta-feira (13) que segue como pré-candidato ao Governo de Santa Catarina nas eleições de 2026.
O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa ao lado do presidente estadual do Partido Social Democrático, Eron Giordani, além de lideranças políticas e da esposa do prefeito, Fabiana Rodrigues.
Durante a manifestação, Rodrigues afirmou que o projeto de disputar o governo vem sendo construído há vários anos dentro do partido.
“Nós estamos trabalhando em um projeto há mais de quatro anos. Na verdade, faz mais de vinte anos que eu venho construindo essa trajetória política dentro do mesmo grupo”, afirmou.
Conflito interno no PSD
A coletiva também ocorreu em meio a tensões internas dentro do partido em Santa Catarina. Rodrigues criticou a postura do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, que declarou que permanecerá no PSD, mas deve apoiar a reeleição do governador Jorginho Mello.
Segundo Rodrigues, a situação representa uma quebra de alinhamento político dentro da sigla.
“Não é possível que eu renuncie a prefeitura para disputar o governo do Estado e tenha dentro do próprio partido um prefeito da capital declarando apoio a outro palanque”, disse.
Partido convoca reunião e avalia expulsão
Durante a coletiva, o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, anunciou que uma reunião da executiva estadual foi convocada para segunda-feira (16), em Florianópolis.
Entre os temas da pauta está a abertura de processo de expulsão de Topázio Neto do partido.
Segundo Giordani, a decisão foi tomada após consulta à executiva nacional do PSD, presidida por Gilberto Kassab.
“Quem estiver no PSD estará com o projeto liderado pelo prefeito João Rodrigues para o governo do Estado”, afirmou.
Pré-lançamento da candidatura
Rodrigues também anunciou que um ato de pré-lançamento da candidatura ao Governo de Santa Catarina será realizado no dia 21 de março, em Chapecó, reunindo lideranças políticas e apoiadores.
O prefeito afirmou que pretende construir um projeto estadual com apoio de diferentes partidos e lideranças políticas, destacando que a disputa deve ocorrer contra a estrutura do atual governo.
“Nós vamos enfrentar o sistema. Não importa o tamanho do exército, importa a qualidade de quem anda com a gente”, concluiu.

