Uma árvore de grandes proporções localizada em Maravilha vem chamando a atenção de pesquisadores e moradores. Identificada como Canafístula, ela é atualmente a maior da espécie no Brasil catalogada no levantamento do projeto Árvores Gigantes, coordenado pelo pesquisador Marcelo Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Campus Curitibanos.

Para se ter ideia da grandiosidade, são necessárias entre sete e oito pessoas para abraçar completamente o tronco. De acordo com os dados enviados ao pesquisador, a árvore possui 9,13 metros de circunferência e cerca de 2,9 metros de diâmetro. A altura ainda não foi mensurada. Os dados estão disponíveis para consulta no site: https://www.arvoresgigantes.org/lista-de-arvores-gigantes2/canafistula/

O reconhecimento ocorreu neste mês de abril, após uma comitiva de Maravilha, formada por nove pessoas, visitar o local na Linha Chinelo Queimado para realizar as medições seguindo os critérios técnicos estabelecidos pelo projeto Árvores Gigantes. A ação contou com a participação da diretora de turismo de Maravilha, Tânia Ceccon Zanella, do engenheiro agrônomo Huberto Trebien, e de representantes do COMTUR e AMATUR.

Tânia revela que soube da árvore no final de 2025, a partir de um trabalho integrado entre secretarias municipais por meio do Projeto EDUCATUR, o qual envolveu atividade de plantio de árvores às margens do Rio Iracema com a participação de crianças. Durante esse processo, em diálogo com o agrônomo municipal Huberto Alberto Trebien, surgiu a menção a uma árvore de proporções extraordinárias localizada em um fragmento de Mata Atlântica em Maravilha, a aproximadamente 5 km do centro da cidade.
Em março de 2026, ao solicitar um parecer técnico sobre uma araucária tombada no município em 2004, Tânia foi novamente incentivada pelo agrônomo a conhecer a árvore. E assim, ao se depararem com a grandiosidade da Canafístula, iniciou-se imediatamente uma investigação mais aprofundada, incluindo o contato com pesquisadores da área de árvores gigantes, como o professor universitário Marcelo Scipioni.
Para a identificação da espécie, foi convidado o biólogo Robelei Piper, de Pinhalzinho, que constatou se tratar de uma Canafístula (Peltophorum dubium).
A diretora de turismo reforça o significado deste reconhecimento: "Reconhecida por plataformas de referência científica como o site Árvores Gigantes, a Canafístula de Maravilha consolida-se como um patrimônio natural de valor inestimável, tanto por sua magnitude quanto por sua relevância ecológica, científica e turística".


Árvore chama atenção de família há décadas
A descoberta também carrega valor histórico para a comunidade. O engenheiro agrônomo Huberto Trebien soube da árvore por meio de Deolindo Mathei, de 92 anos, morador da região há cerca de sete décadas. Segundo o filho Deocemir Mathei, ele já mencionava a árvore há muitos anos, e seus filhos e netos seguem visitando o local.
Na foto abaixo, tirada em 1995, estão: [da esquerda para direita] João Radaeli e, da família Mathei: Cristina, Maiara, Marina, Delir, Karin, Suélen, Aline, Tarcis, Duda, Matheu, Dania. A foto foi registrada por Dorlei e Deocemir.



