ECONOMIA - 25/03/2026 14:20

Inadimplência cai pelo quarto mês seguido em Santa Catarina, aponta Fecomércio

Percentual de famílias com contas em atraso recua para 28,1% em fevereiro e fica abaixo da média nacional
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A inadimplência voltou a recuar em Santa Catarina e registrou queda pelo quarto mês consecutivo em fevereiro, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Fecomércio-SC em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com o levantamento, o percentual de famílias com contas em atraso caiu de 29,8% em janeiro para 28,1% em fevereiro, uma redução de 1,7 ponto percentual. Em outubro do ano passado, o índice havia atingido o maior nível da série recente.

Queda ligada à melhora na renda

Segundo a economista da Fecomércio, Edilene Cavalcanti, o recuo está diretamente relacionado ao aumento da renda disponível das famílias.

— Esse cenário permite que os consumidores quitem dívidas atrasadas e até voltem a planejar novas compras — explicou.

Com o resultado, Santa Catarina ficou abaixo da média nacional pela primeira vez em mais de seis meses. No Brasil, a taxa de inadimplência foi de 29,3% em fevereiro.

Cenário ainda exige atenção

Apesar da melhora, a economista alerta que o índice ainda está acima dos níveis registrados no início do ano, e que a continuidade da queda dependerá do comportamento da economia nos próximos meses.

Entre os fatores que podem influenciar o cenário estão:

- Conflitos internacionais, como no Oriente Médio

- Situação política e econômica do país

- Taxa de juros e poder de compra das famílias

Endividamento segue estável

Já o índice de famílias endividadas em Santa Catarina apresentou pouca variação, passando de 72,9% em janeiro para 72,8% em fevereiro.

Mesmo assim, o percentual segue bem abaixo da média nacional, que chegou a 80,2% no mesmo período.

Segundo a Fecomércio, o endividamento, por si só, não é necessariamente negativo, já que muitas famílias recorrem a financiamentos para aquisição de bens de maior valor, como imóveis e veículos.

O alerta ocorre quando há dificuldade no pagamento das dívidas. Ainda assim, a pesquisa indica uma leve redução no número de famílias sem condições de quitar débitos em atraso, após alta registrada no ano passado.

O cenário, embora mais positivo, ainda exige cautela por parte dos consumidores e acompanhamento atento dos indicadores econômicos.

Fonte: WH3 com Oeste Mais
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