O Domingo de Ramos, celebrado em 2026 neste 29 de março, marca oficialmente o início da Semana Santa, o período mais significativo do calendário litúrgico da Igreja Católica. A data recorda a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sua crucificação e ressurreição, celebrada na Páscoa, que neste ano ocorre em 5 de abril.
Segundo a tradição cristã, Jesus chegou à cidade montado em um jumento e foi recebido por uma multidão que estendia mantos pelo caminho e agitava ramos. Esse gesto de acolhida deu origem ao nome da celebração, que até hoje é marcada por procissões e missas com ramos, símbolos de fé, esperança e reconhecimento de Cristo como rei.
Apesar do clima festivo que marca a entrada triunfal, o Domingo de Ramos também inaugura um período de profunda reflexão. Poucos dias após ser acolhido com alegria, Jesus seria preso, julgado e crucificado. Por isso, a celebração reúne dois sentimentos centrais da fé cristã: a alegria da acolhida e a contemplação do sofrimento que antecede a ressurreição.
De acordo com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a data reforça que a vivência da fé não se limita aos momentos de celebração, mas também exige perseverança, compromisso e fidelidade diante das dificuldades.
O simbolismo do jumento
Conforme os Evangelhos, a escolha do jumento tem forte significado simbólico. Na época, cavalos eram associados à guerra e ao poder. Ao entrar em Jerusalém montado em um animal simples, Jesus transmite a mensagem de um reino baseado na humildade, na paz e na mansidão, além de cumprir antigas profecias bíblicas.
Como ocorrem as celebrações
Tradicionalmente, o Domingo de Ramos começa com a procissão dos fiéis, que levam ramos para serem abençoados. Durante a mesma celebração, também é feita a leitura da Paixão de Cristo, relembrando os momentos de dor e morte de Jesus, antecipando o clima de recolhimento da Semana Santa.
Tradições mantidas ao longo do ano
Em muitas famílias, os ramos abençoados são guardados em casa, colocados em portas, oratórios ou imagens religiosas como sinal de proteção e devoção. Ao longo da Semana Santa, os católicos relembram os principais acontecimentos da reta final da vida de Jesus, considerados centrais para a fé cristã.

