
A Páscoa de 2026 deve bater recorde de vendas no varejo, totalizando R$ 3,57 bilhões. A expectativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que, caso confirmada, representará crescimento de 2,5% em comparação a igual período do ano passado. O valor é o maior já projetado para a data, considerando a série histórica da pesquisa, iniciada em 2005.
Apesar da expectativa de crescimento do volume de vendas em comparação aos anos anteriores, as importações de chocolate e de bacalhau, duas categorias alimentícias tradicionais da data, foram menores neste ano. A alta do cacau, por exemplo, elevou os preços em até 37% no exterior. Assim, há tendência de que produtos locais ganhem espaço na escolha do consumidor.
“Independentemente do câmbio ou do tipo de produto escolhido, a Páscoa se consolida como a sexta data comemorativa mais relevante para o comércio nacional, mantendo uma trajetória consistente de crescimento do volume de vendas”, pontua o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
No geral, a cesta completa de bens e de serviços típicos da data deve registrar reajuste médio de 6,2%, ficando acima da inflação pelo terceiro ano consecutivo. O principal impulsionador é o chocolate, com aumento esperado de 14,9% mesmo nos rótulos nacionais. Esse movimento é reflexo da valorização do cacau no mercado internacional, que impediu uma desaceleração maior dos preços ao consumidor final.
“Ainda assim, percebemos que o mercado de trabalho aquecido e a desaceleração do nível geral de preços deverão garantir o avanço nas vendas neste ano, alçando o volume de receitas ao maior patamar desde o início da pesquisa, uma vez que esses produtos são menos dependentes das condições de crédito”, analisa o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.
Segundo os especialistas, a projeção para 2026 mantém a tendência de recuperação iniciada em 2021, após o setor registrar em 2020 o menor patamar de vendas em quase uma década, em virtude da crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19. O dinamismo do mercado de trabalho e a melhora das condições de consumo têm sustentado o aquecimento da demanda nos últimos anos.

