Defesa da Mulher - 12/04/2026 20:55

TJSC lança série no Instagram sobre violência doméstica

A iniciativa busca conscientizar da população com ações institucionais voltadas à prevenção, acolhimento das mulheres vítimas de violência
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“Em briga de marido de mulher ninguém mete a colher”, será? Para responder essas e outras questões o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) iniciou, na última quarta-feira (8), a série “Mitos sobre violência doméstica” no perfil oficial do Instagram, com o objetivo de desconstruir crenças que ainda dificultam o enfrentamento desse tipo de crime.

A iniciativa, segundo o TJSC busca conscientizar da população com ações institucionais voltadas à prevenção, acolhimento das mulheres vítimas de violência em Santa Catarina, além de responsabilizar os agressores.

A campanha também destaca o trabalho da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID), que atua em diferentes frentes para enfrentar o problema em Santa Catarina.

Entre os projetos apresentados estão o Projeto Espelhos e os Grupos Reflexivos para Homens Autores de Violência. Atualmente, o Santa Catarina conta com 51 iniciativas desse tipo em funcionamento, conforme o TJSC. A proposta é promover a reflexão entre os participantes sobre comportamentos e atitudes, incentivando a responsabilização e a mudança de padrões.

“Com essa metodologia, é possível que os integrantes reflitam a partir de suas próprias experiências e, em conjunto, se responsabilizem pelas suas ações. Nessa perspectiva, é possível a desconstrução de padrões socialmente aceitos e mudanças nas relações”, destaca a coordenadora da CEVID, a desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho.

No campo da proteção e acolhimento das vítimas, o TJSC também destaca iniciativas como o Programa Indira: pelas Mulheres do PJSC e a Central Especializada de Atendimento às Vítimas (CEAV), que oferecem suporte e orientação às mulheres em situação de violência.

Para a coordenadora adjunta da CEVID, a juíza Naiara Brancher, a atuação do poder público representa uma mudança essencial na forma de encarar o problema. “A expressão ‘o Estado mete a colher’ simboliza essa transformação. A violência doméstica deixou de ser vista como uma questão privada e passou a ser reconhecida como crime e violação de direitos humanos, exigindo resposta firme para proteger as vítimas e responsabilizar os agressores”, afirma.

Como buscar ajuda em caso de violência doméstica?

O TJSC ressalta que mulheres em situação de violência não estão sozinhas e devem procurar ajuda por meio dos canais disponíveis. A Central de Atendimento à Mulher funciona pelo telefone 180, com atendimento gratuito 24 horas por dia, todos os dias da semana, oferecendo orientação e encaminhamento seguro.

Também é possível buscar apoio em Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam). Em casos de emergência, a recomendação dos especialistas em segurança é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo número 190.

Fonte: SCC
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