
O órgão será comandando por Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira do órgão.
Waller havia assumido o INSS em 30 de abril do ano passado, em um momento delicado. Na época, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, havia sido demitido após suspeitas de fraudes bilionárias em benefícios previdenciários.
Ao longo dos 11 meses em que ficou à frente do órgão, Waller teve alguns atritos com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz. Em novembro do ano passado, por exemplo, o então presidente do INSS pediu ao ministro o afastamento da servidora Léa Bressy da função de sua substituta no órgão.
Em seu pedido, ele citou suposta proximidade da servidora com Stefanutto. Na ocasião, o ministro pediu a Waller provas de crimes, irregularidades ou desvios éticos que fundamentassem a saída de Léa.
Quem é a substituta
Ana Cristina ocupava o cargo de secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social. Sua trajetória inclui a presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) por quase três anos.
Ana Cristina terá como missão reduzir a fila do INSS e reorganizar o ambiente interno do órgão, que era considerado muito tensionado por causa da gestão de Waller.
Também havia uma leitura de que o ex-presidente do órgão só priorizava uma medida para acabar com a fila, que era a concessão de bônus para peritos.
Além disso, o aumento da fila não era considerado proporcional ao número de requerimentos protocolados solicitando benefícios, o que gerou críticas à atuação de Waller.
A mudança busca ainda evitar o desgaste que o aumento da fila do INSS poderia provocar na campanha à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em março, a fila caiu de 3,1 milhões para 2,7 milhões. A média de novos pedidos foi de 61 mil por dia, superando a média de 59 mil registrada em fevereiro.

