"Lei de Cotas" - 17/04/2026 16:00

Governador de SC critica decisão do STF que derrubou lei sobre cotas em universidades

Jorginho Mello afirmou que proposta priorizava alunos de baixa renda e não extinguia o sistema de cotas
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‘Prejudica os mais pobres’ Jorginho critica STF após derrubar lei de cotas em SC | Foto: divulgação/ SECON

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que invalidou uma lei estadual relacionada ao sistema de cotas em universidades catarinenses.

A decisão foi tomada na última quinta-feira (16) e considerou inconstitucional a proposta de autoria do deputado estadual Alex Brasil (PL). A legislação previa a substituição de critérios como raça e identidade de gênero por recortes socioeconômicos no acesso ao ensino superior público.

Governador defende proposta

Em publicação nas redes sociais, o governador afirmou que a proposta não tinha como objetivo extinguir as cotas, mas sim aprimorar o modelo existente, com foco em estudantes em situação de vulnerabilidade econômica.

“A nossa lei não extinguia cotas, melhorava: focava nos mais pobres. Infelizmente o nosso país não aceita sequer discutir o tema”, declarou.

Segundo Jorginho Mello, a decisão pode impactar diretamente estudantes de baixa renda. Ele argumentou que, com a manutenção do modelo anterior, alunos em situação econômica mais vulnerável continuariam enfrentando dificuldades no acesso às vagas.

Críticas políticas

Na mesma manifestação, o governador também rebateu críticas e afirmou que o estado apresenta baixos índices de desigualdade social.

“A esquerda ainda tenta rotular como higienista o governador do Estado com a menor desigualdade social do Brasil. Os nossos resultados acabam com a narrativa deles”, escreveu.

Nota oficial

O governador também divulgou a íntegra de sua posição sobre o tema:

“A nossa Lei derrubada ontem não extinguia cotas, melhorava: focava nos mais pobres. Infelizmente o nosso país não aceita sequer discutir o tema. Enquanto isso, alunos mais pobres continuarão perdendo suas vagas por questões de cor ou identidade de gênero.
Portanto, quem perdeu não foi o governo ou o governador.
A esquerda ainda tenta rotular como higienista o governador do Estado com a menor desigualdade social do Brasil. Os nossos resultados acabam com a narrativa deles”, finalizou.

Fonte: WH3 com SCC
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