POLÍCIA - 29/04/2026 15:45

Vítima perde quase R$ 500 mil no golpe do falso advogado; veja como criminosos agiam

Polícia Civil de Goiás cumpriu 29 medidas judiciais no Ceará contra grupo suspeito de estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro
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Foto: IA / ND+

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Falso Defensor, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no chamado “golpe do falso advogado”, modalidade de estelionato eletrônico que tem feito vítimas em diversos estados do país.

A ação foi coordenada pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Gref), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Civil do Ceará.

Os mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de Fortaleza, Caucaia e Pacatuba, no Ceará. Ao todo, a Justiça autorizou 29 medidas, sendo 14 mandados de prisão temporária, 14 de busca e apreensão domiciliar, além do bloqueio e sequestro de bens que somam aproximadamente R$ 500 mil. Durante a operação, 12 pessoas foram presas.

As investigações tiveram início após uma vítima em Goiás relatar prejuízo superior a R$ 452 mil. Segundo a apuração, o golpe foi aplicado ao longo de cerca de oito dias, com diversas transferências realizadas sob pressão dos criminosos.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava de forma estruturada e dividida em núcleos. Um dos setores era responsável pelo primeiro contato com as vítimas, se passando por advogados ou profissionais ligados a processos judiciais. Outro núcleo assumia falsas identidades de autoridades para aumentar a pressão e exigir novos pagamentos. Já um terceiro grupo era encarregado de disponibilizar contas bancárias para o recebimento e ocultação dos valores.

Ainda conforme as investigações, os criminosos utilizavam dados reais de processos e nomes de advogados verdadeiros para dar credibilidade à fraude. As vítimas eram induzidas a realizar pagamentos, geralmente via Pix, sob a justificativa de taxas para liberação de valores judiciais.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Civil alerta que, em casos de contato inesperado envolvendo cobranças ou promessa de liberação de valores judiciais, é fundamental confirmar diretamente com o advogado ou escritório responsável antes de realizar qualquer pagamento.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis novas vítimas.

Fonte: ND+
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