
Em uma decisão inédita, o plenário do Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O placar foi de 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para a aprovação, eram necessários ao menos 41 votos dos 81 senadores.
Com a rejeição, a indicação foi automaticamente arquivada. Segundo o Senado, trata-se da primeira vez em mais de 130 anos que um indicado à mais alta Corte do país não é aprovado pelo plenário.
A votação durou pouco mais de sete minutos. Parlamentares da oposição comemoraram o resultado, enquanto integrantes da base governista demonstraram surpresa com o desfecho. Após o resultado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encerrou a sessão por volta das 19h15.
O relator da indicação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Weverton Rocha (PDT-MA), havia afirmado antes da votação que a expectativa era de que Messias alcançasse entre 45 e 48 votos favoráveis.
Mais cedo, a CCJ havia aprovado o nome de Messias por 16 votos a 11. Durante a sabatina, o indicado respondeu a questionamentos de senadores da base governista e da oposição.
Antes da apreciação do STF, o plenário aprovou indicações para vagas no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além dos nomes de Margareth Rodrigues Costa para ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e de Tarcijany Linhares Aguiar Machado para defensora pública-geral federal da Defensoria Pública da União.
A indicação de Jorge Messias foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial (MSF 7/2026) chegou ao Senado apenas no início de abril. Messias havia sido indicado para a vaga aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou o STF em outubro de 2025.

