ALERTA - 01/05/2026 17:48

Meteorologista alerta para possível formação de super El Niño com riscos severos no Sul do Brasil

Formação de super El Niño preocupa especialistas e pode trazer chuvas extremas e eventos severos nos próximos meses
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Meteorologista alerta para desastres climáticos com formação de super El Niño em 2026 / Foto: Reprodução/Correio do Povo/Piter Scheuer/@meteorologista_piter_scheuer/Instagram

Um alerta sobre a possível formação de um super El Niño foi emitido pelo meteorologista Piter Scheuer nas redes sociais. Segundo o especialista, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial atingiu níveis considerados extremamente anormais, com alto potencial de provocar impactos severos no Sul do Brasil nos próximos meses.

De acordo com Scheuer, o cenário atual é inédito ao longo de sua carreira profissional. Ele afirma que nunca observou um aquecimento tão intenso, capaz de elevar o fenômeno à categoria de “super El Niño”.

“Estou abismado. Em toda a minha carreira, nunca vi um aquecimento tão anormal e intenso quanto este que está ocorrendo no Oceano Pacífico Equatorial”, afirmou.

O meteorologista demonstra preocupação com a falta de alertas mais incisivos neste momento e defende a adoção imediata de medidas preventivas. Entre os principais riscos apontados estão chuvas excessivas, enchentes, deslizamentos de terra, queda de barreiras e até tornados, especialmente na região Sul do país.

Riscos para o Sul do Brasil

Segundo Scheuer, os impactos podem atingir com mais força estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

“Vai ter tornado na região Oeste do Sul do Brasil, enchentes, deslizamentos e queda de barreiras. Estamos esperando que uma tragédia como a do Rio Grande do Sul se repita?”, questionou.

O especialista ressalta que o fenômeno pode ser tão intenso quanto — ou até mais forte que — o El Niño de 1983, um dos mais severos já registrados.

Quando os efeitos devem começar

A previsão indica que os primeiros impactos podem ser sentidos a partir de maio, inicialmente no Rio Grande do Sul, avançando gradualmente para Santa Catarina e Paraná. Entre junho e agosto, a tendência é de períodos alternados de instabilidade, com volumes de chuva acima da média e episódios de tempo severo.

O auge do fenômeno é esperado para a primavera, período em que os efeitos podem se intensificar significativamente, reduzindo a capacidade de resposta das autoridades e da população.

“Quando chegar no auge desse super El Niño, na primavera, não haverá mais o que fazer. Restará apenas acompanhar os alertas”, concluiu Scheuer.

O meteorologista reforça que o momento de preparação é agora, especialmente em áreas vulneráveis a alagamentos e deslizamentos, para minimizar riscos e evitar novas tragédias.

Fonte: WH3 com ND+
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