OPERAÇÃO SENTINELA - 07/05/2026 07:37

GAECO deflagra operação contra fraudes em licitações de segurança após ataque em creche de Blumenau

Investigação apura esquema de corrupção, direcionamento de contratos e lavagem de dinheiro envolvendo empresa de segurança contratada após atentado em unidade infantil
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GAECO / Divulgação 

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a Operação “Sentinela”, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos em Blumenau e região.

GAECO / Divulgação 

Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão nos municípios de Blumenau, Florianópolis e Itajaí. A operação é coordenada pela 14ª Promotoria de Justiça de Blumenau.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, as investigações apuram irregularidades ocorridas entre os anos de 2021 e 2024, envolvendo servidores públicos, empresários e operadores financeiros ligados aos setores de segurança patrimonial, limpeza urbana e serviços especializados.

De acordo com o GAECO, o grupo investigado teria manipulado processos licitatórios por meio de combinação prévia de preços, exclusão de concorrentes e restrição da competitividade. Após a assinatura dos contratos, parte dos valores pagos pelo poder público retornaria de forma ilegal aos envolvidos.

As investigações apontam ainda o uso de notas fiscais falsas, depósitos bancários fracionados e empresas de fachada para ocultar a origem do dinheiro, caracterizando possível prática de lavagem de capitais.

Um dos focos centrais da operação envolve a contratação emergencial de serviços de vigilância armada e desarmada em escolas municipais após o ataque à creche Cantinho Bom Pastor, ocorrido em Blumenau em abril de 2023.

Segundo o Ministério Público, há indícios de que informações sigilosas de propostas teriam sido compartilhadas ilegalmente para favorecer uma empresa contratada no processo emergencial, cujo contrato ultrapassou R$ 9 milhões.

As diligências desta quinta-feira buscam recolher documentos, celulares, computadores e outros materiais que possam auxiliar no avanço das investigações.

A operação conta com apoio da Polícia Científica e da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina.

Em nota, o GAECO informou que o procedimento segue sob sigilo e novas informações poderão ser divulgadas após análise do material apreendido.

Fonte: Marcos de Lima / Rádio 103 FM com informações do MPSC
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