hobby - 19/05/2026 14:05 (atualizado em 19/05/2026 15:05)

Álbum da Copa do Mundo 2026 mobiliza colecionadores e fortalece tradição das figurinhas em Maravilha

Paixão pelos cromos tem reunido diferentes gerações
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Foto: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder

O álbum da Copa do Mundo 2026 já movimenta pessoas de diversas idades em torno da coleção e troca de figurinhas. Em Maravilha, diferentes estabelecimentos têm promovido ações para reunir colecionadores e incentivar as tradicionais trocas presenciais. Cada pacote contém sete figurinhas e desperta nos fãs a curiosidade de abrir, organizar os cromos e separar as repetidas para novas negociações. A edição deste ano, produzida pela Panini, conta com 980 figurinhas.

A estudante Thávini Nicoli Schmidt, de 18 anos, está completando um álbum pela primeira vez. Segundo ela, o interesse começou quando as irmãs mais novas, Thaeme, 10 anos, e Thainara, 12 anos, compraram o álbum. Como irmã mais velha, decidiu incentivar a continuidade da coleção com a compra de mais pacotes. “É o nosso primeiro álbum, mas o sentimento de ansiedade e empolgação na busca pelas figurinhas tomou conta da família inteira! Acho que vamos seguir com essa tradição nas próximas Copas também”. A empolgação rapidamente pela busca das figurinhas só aumenta: “Já saímos em feriado e até domingo à noite só para tentar encontrar mais figurinhas. Sempre aparece alguma desculpa para comprar mais um pacote e tentar a sorte novamente!”, relata.

"Conforme as páginas vão tomando forma e se completando, a vontade de continuar aumenta ainda mais", conta Thávini, que preenche o primeiro álbum ao lados da irmãs Thainara e Thaeme. Foto: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder
Para o empresário Jean Carlos Barbieri, de 27 anos, o interesse pelas figurinhas começou ainda na infância, com o álbum da Eurocopa de 2008. Embora não tenha conseguido completá-lo na época, a experiência despertou a paixão pelo colecionismo. “Dois anos depois, durante a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, tudo ficou ainda mais especial. Incentivado pela minha mãe e pelas trocas de figurinhas com colegas de escola durante os intervalos das aulas, consegui completar meu primeiro álbum — uma lembrança que guardo com muito carinho até hoje”, compartilha.
Jean Carlos Barbieri tem 10 álbuns completos. Foto: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder

Desde então, Jean já completou 10 álbuns, incluindo todas as Copas do Mundo de 2010 a 2022, edições da Copa América entre 2011 e 2024 e também o álbum do Mundial de Clubes de 2025. Ele também adquiriu as figurinhas atualizadas, que saem após a convocação das equipes. Além das figurinhas, Jean guarda as embalagens dos pacotes e mantém todo o material organizado. Mas a edição da Copa de 2026 ganhou um significado ainda mais especial para o colecionador. Sua esposa, Andressa, está grávida do primeiro filho, Benício, com quem pretende compartilhar o hobby futuramente. “Para mim, colecionar figurinhas vai muito além de completar páginas. Existe uma conexão emocional muito forte com a infância, além de toda a experiência das trocas, das amizades e das interações que surgem durante esse período. Acho muito especial ver crianças, jovens e adultos compartilhando o mesmo entusiasmo e se ajudando para completar suas coleções”

Jean já encontrou cromos especiais na coleção da Copa do Mundo de 2026. Foto: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder

Atualmente, faltam cerca de 40 figurinhas para Jean concluir o álbum deste ano. “Hoje, depois de completar cada álbum, gosto de manter uma tradição pessoal: ajudar outras pessoas que ainda estão tentando finalizar suas coleções. Por isso, normalmente acabo doando minhas figurinhas repetidas para outros colecionadores”.

Rodrigo Augusto Genesini Siqueira, advogado de 29 anos, conta que também iniciou o hobby ainda na infância, colecionando álbuns de desenhos animados por volta de 2003 e 2004. Segundo ele, a motivação vinha até dos chicletes comprados na padaria da avó apenas para conseguir novas figurinhas. O primeiro álbum de futebol veio em 2005, com a edição do Campeonato Brasileiro. Desde então, Rodrigo colecionou diversas edições do campeonato nacional e também os álbuns das Copas do Mundo desde 2006.

Trocas fortalecem convivência entre colecionadores

As trocas de figurinhas acontecem de diferentes formas e o ambiente virtual ampliou as possibilidades de negociação. Ainda assim, os entrevistados destacam que a experiência presencial continua carregando um simbolismo especial. Em Maravilha, diversos estabelecimentos têm aberto espaço para encontros de colecionadores. Jean avalia que a movimentação tem reunido um grande público. “O contato durante as trocas é muito divertido. O público é bem variado, e é interessante ver todo mundo reunido em busca do mesmo objetivo: completar o álbum”.

Nos encontros, muitos participantes também levam figurinhas de coleções antigas, ajudando quem ainda busca completar álbuns de anos anteriores. Rodrigo destaca que mantém cromos guardados de outras edições. “Busco trocá-las o quanto antes para completar alguns álbuns incompletos”.

No ambiente on-line, grupos em aplicativos de mensagens e marketplaces também auxiliam os colecionadores. Além disso, aplicativos específicos ajudam na organização das figurinhas repetidas e facilitam as negociações. Ao longo dos anos, o colecionador Rodrigo observa mudanças desde as páginas do álbum até o perfil do público. “Além das mudanças de layout, percebi que deixou de ser uma prática mais adotada por crianças e adolescentes, e se tornou definitivamente uma brincadeira realizada por crianças e adultos”.

Álbum digital 

Além da versão física, o álbum da Copa do Mundo 2026 também conta com uma edição digital, que oferece diferentes ações para obtenção de pacotes virtuais e espaços para troca de figurinhas on-line. Jean conta que aderiu à novidade e agora também tenta completar a coleção digital.

Já Thávini prefere concentrar os esforços apenas no álbum físico. “Acho que, por mais que reinventem as formas de colecionar e integrem o digital ao processo, nada substitui o álbum físico e as trocas presenciais. O sentimento é único, assim como o contato que ele proporciona”.
Foto: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder

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Fonte: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder
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