
Uma operação conjunta das polícias civis de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul resultou, na manhã desta quinta-feira (11), na prisão de um homem apontado como o principal elo entre organizações criminosas dos dois estados. A ação é um desdobramento da Operação Apakani, iniciada em 2023 após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas (RS).
O suspeito, considerado um dos principais alvos da investigação, foi localizado e preso no bairro Rio Tavares, em Florianópolis. Segundo as autoridades, ele seria responsável por intermediar a logística e a articulação entre grupos criminosos envolvidos no tráfico interestadual de drogas.
A operação mobilizou forças de segurança em quatro estados brasileiros — Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e São Paulo — e teve como objetivo combater o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos 33 mandados de prisão, sendo 28 preventivos e cinco temporários, além de 69 mandados de busca e apreensão.
Durante as investigações, a polícia identificou uma movimentação financeira estimada em R$ 21,3 milhões atribuída à organização criminosa. Para atingir a estrutura financeira do grupo, a Justiça determinou o bloqueio de 59 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de 14 veículos e diversas medidas de quebra de sigilos bancários e fiscais.
De acordo com os investigadores, a organização possuía uma estrutura sofisticada de distribuição de cocaína, crack e maconha, utilizando uma rede logística interestadual para transporte de entorpecentes e movimentação de recursos ilícitos.
As apurações também apontaram um esquema de lavagem de dinheiro baseado no fracionamento de depósitos, utilização de contas de terceiros, triangulações bancárias e aquisição de bens para ocultar a origem dos valores obtidos com o tráfico.
Outro aspecto identificado pela investigação foi a utilização de imóveis alugados em áreas nobres para dificultar o monitoramento policial e criar uma aparência de legalidade às operações financeiras do grupo.
Segundo a Polícia Civil, alguns dos investigados possuem antecedentes por homicídio, tráfico de drogas e roubo. A operação contou com a participação de 299 policiais civis e o apoio de órgãos de segurança, Ministério Público e Poder Judiciário.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento patrimonial da organização criminosa.

