CPI - 11/06/2026 14:45

CPI do Cão Orelha alcança assinaturas necessárias e poderá ser aberta na Alesc

Comissão pretende apurar pontos considerados obscuros na investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha
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Foto: Reprodução 

A proposta de criação da CPI do Cão Orelha alcançou o número mínimo de assinaturas necessárias para ser instalada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O requerimento obteve o apoio de 14 deputados estaduais e agora seguirá para os próximos trâmites legais.

A comissão foi proposta pelo deputado estadual Mário Motta (PSD) e tem como objetivo investigar circunstâncias relacionadas à morte do cão comunitário Orelha, caso que ganhou grande repercussão em Santa Catarina e foi arquivado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em maio deste ano.

Segundo o parlamentar, a abertura da CPI busca esclarecer questionamentos que permaneceram sem respostas após o encerramento das investigações. Ele afirma que a intenção não é apontar culpados previamente, mas garantir transparência e aprofundamento na apuração dos fatos.

Deputados que assinaram o requerimento

Além de Mário Motta, assinaram o pedido:

  • Napoleão Bernardes (PSD)
  • Nilso Berlanda (PSD)
  • Marcius Machado (PL)
  • Luciane Carminatti (PT)
  • Marquito (PSOL)
  • Pedro Baldissera (PT)
  • Neodi Saretta (PT)
  • Rodrigo Minotto (PDT)
  • Sérgio Guimarães (União Brasil)
  • Altair Silva (PP)
  • Fabiano da Luz (PT)
  • Volnei Weber (MDB)
  • Tiago Zilli (MDB)

O que será investigado

De acordo com o requerimento, a comissão poderá analisar:

  • Laudos periciais;
  • Imagens de câmeras de monitoramento;
  • Depoimentos de testemunhas;
  • Procedimentos adotados pelos órgãos de investigação;
  • Motivos que levaram ao arquivamento do caso pelo MPSC.

A CPI também poderá convocar testemunhas, moradores da região, profissionais que atenderam o animal, agentes públicos, delegados, policiais civis e promotores envolvidos na investigação.

Próximos passos

Com o número mínimo de assinaturas alcançado, o pedido será lido em plenário e passará por análise de admissibilidade jurídica da Procuradoria da Alesc. Caso seja considerado apto, será publicado no Diário Oficial e os partidos indicarão os membros que integrarão a comissão.

Após a definição dos integrantes, serão escolhidos o presidente, o vice-presidente e o relator da CPI, dando início aos trabalhos de investigação no Parlamento catarinense.

Fonte: ND+
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