
A inflação oficial do Brasil voltou a registrar alta em maio e ficou em 0,58%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de ter desacelerado em relação ao mês anterior, quando havia avançado 0,67%, o resultado manteve o custo de vida em trajetória elevada.
Com o novo resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial da inflação no país, acumula alta de 4,72% nos últimos 12 meses até maio.
O número veio acima da expectativa do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Reuters projetavam avanço de 0,53% no mês e inflação acumulada de 4,66% no período de um ano.
Alimentação continua liderando pressão sobre o orçamento das famílias
O principal impacto sobre o índice veio novamente do grupo alimentação e bebidas, que registrou alta de 1,33% no mês.
O resultado mostra que os preços dos alimentos continuam sendo um dos maiores fatores de pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras, especialmente nos gastos do dia a dia.
Na sequência apareceram os grupos:
- Habitação: alta de 1,22%;
- Saúde e cuidados pessoais: alta de 0,90%.
Esses três grupos concentraram os maiores aumentos observados em maio.
Inflação desacelera, mas segue acima da meta
Embora o resultado tenha sido menor que o registrado em abril, o acumulado em 12 meses permanece acima do centro da meta de inflação perseguida pelo Banco Central.
O IPCA mede a variação de preços para famílias com renda entre um e quarenta salários mínimos nas principais regiões metropolitanas do país e serve como referência para decisões sobre taxa de juros, consumo e política econômica.
A inflação elevada reduz o poder de compra da população, especialmente em itens essenciais como alimentação, moradia e saúde.
Os próximos resultados serão acompanhados pelo mercado para avaliar se a desaceleração observada em maio representa uma tendência de queda ou apenas um movimento pontual diante do comportamento dos preços ao consumidor.

