
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, participou nesta segunda-feira (15), em Florianópolis, da reunião do Fórum Estadual Permanente das Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e dos Microempreendedores Individuais (Fempe). Durante o encontro, foram lançadas duas iniciativas estratégicas voltadas à modernização do ambiente de negócios: o Programa Negócio Bom e o Observatório da Economia Catarinense.
Segundo o governador, Santa Catarina se destaca nacionalmente pelo apoio aos empreendedores e pela busca constante da redução da burocracia. Atualmente, mais de 92% das empresas catarinenses são classificadas como micro ou pequenos empreendimentos.
“O nosso papel é continuar desburocratizando processos e dando mais celeridade à abertura de empresas”, afirmou Jorginho Mello durante o evento.
O Fempe é considerado a principal instância de debate e deliberação sobre políticas públicas voltadas às microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais. A reunião também tratou da nomeação de novos membros, da apresentação dos indicadores econômicos do Estado e do calendário de atividades para 2026.
Programa Negócio Bom
Uma das principais novidades anunciadas foi o Programa Negócio Bom, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviço (Sicos) em parceria com a Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc).
A iniciativa pretende reduzir o tempo de abertura de empresas de baixo risco de até 25 dias para apenas 24 horas. A expectativa é beneficiar cerca de 1,6 milhão de empresas catarinenses por meio da simplificação e digitalização dos processos de registro empresarial.
O programa utiliza um sistema de certificação por desempenho para incentivar os municípios a adotarem práticas de desburocratização. As prefeituras poderão receber o Selo Município Parceiro do Empresário nas categorias Bronze, Prata, Ouro e Diamante, conforme a pontuação obtida em critérios relacionados à modernização dos serviços.
De acordo com estimativas apresentadas pelo Governo do Estado, cada dia reduzido no prazo para abertura de empresas pode representar um incremento de R$ 64 milhões no faturamento das micro e pequenas empresas catarinenses, além de aumento na arrecadação de impostos e na geração de renda.
Observatório da Economia Catarinense
Outra iniciativa apresentada foi o Observatório da Economia Catarinense, criado para funcionar como uma plataforma integrada de inteligência econômica.
O projeto terá como objetivo reunir dados, indicadores, estudos e análises dos principais setores produtivos do Estado, incluindo indústria, comércio, serviços e agronegócio. A ferramenta será conectada a programas de desenvolvimento estadual e utilizará recursos de inteligência artificial, ciência de dados e análise preditiva para auxiliar na formulação de políticas públicas e no planejamento estratégico.
Segundo o secretário adjunto da Sicos, Edgard Usuy, o observatório permitirá que decisões governamentais e empresariais sejam tomadas com base em informações mais precisas e atualizadas.
A proposta também prevê a integração entre governo, entidades empresariais, universidades, centros de pesquisa e especialistas, fortalecendo a produção e o compartilhamento de conhecimento sobre a economia catarinense.

