Saúde - 28/06/2026 21:35 (atualizado em 28/06/2026 21:53)

SC registra aumento de casos graves de doenças respiratórias e mantém alerta para SRAG

Estado soma mais de 5,7 mil hospitalizações e 269 mortes em 2026; circulação intensa de vírus respiratórios e baixa cobertura vacinal preocupam autoridades de saúde.
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Arte / WH3

Santa Catarina mantém um cenário de atenção para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), impulsionado pelo aumento da circulação de vírus respiratórios durante o inverno. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES), o Estado já contabiliza, em 2026, mais de 5,7 mil hospitalizações e 269 mortes relacionadas à SRAG.

O avanço das doenças respiratórias ocorre em um período de temperaturas mais baixas, que favorecem a permanência das pessoas em ambientes fechados e pouco ventilados — condições que facilitam a transmissão de vírus como influenza, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus, entre outros agentes causadores de infecções respiratórias.

O alerta também é reforçado pelo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (25). O levantamento aponta que Santa Catarina está entre os estados com tendência de crescimento de longo prazo dos casos de SRAG, considerando as últimas seis semanas até a Semana Epidemiológica 24 (14 a 20 de junho).

Segundo a Fiocruz, o aumento dos casos graves no Estado e em outras regiões do país está associado principalmente ao VSR, além das influenzas A e B. Em Santa Catarina, as hospitalizações por influenza A seguem em patamar elevado, enquanto os casos graves por influenza B continuam em crescimento.

A situação também preocupa na capital. Florianópolis está entre as oito capitais brasileiras classificadas em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

Crianças e idosos concentram maior impacto

Dados nacionais do InfoGripe indicam que a SRAG afeta principalmente crianças menores de dois anos, sobretudo em razão do VSR. Já a mortalidade é mais elevada entre idosos com 65 anos ou mais, especialmente em casos associados ao vírus influenza A.

Em Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica reforça que crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas exigem atenção redobrada neste período.

— Estamos em um momento de maior circulação de vírus respiratórios e aumento da demanda nos serviços de saúde. A vacinação contra a influenza segue sendo a medida mais eficaz para prevenir hospitalizações e óbitos — destaca João Augusto Fuck, diretor da Dive/SC.

Vacinação abaixo da meta

Apesar de a vacina contra a influenza estar disponível gratuitamente para toda a população a partir dos seis meses de idade, a cobertura vacinal dos grupos prioritários em Santa Catarina é de apenas 45,61%, bem abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

A SES orienta que quem ainda não se vacinou procure uma unidade de saúde o quanto antes. A Fiocruz também reforça a importância de manter em dia a vacinação contra outros vírus respiratórios, como a Covid-19, especialmente entre idosos e pessoas imunocomprometidas.

Alerta em outras regiões do país

O cenário de alerta não se restringe a Santa Catarina. Conforme a Fiocruz, praticamente todos os estados brasileiros apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas semanas, com exceção de Rondônia, Piauí e Pernambuco. Além de Santa Catarina, outros sete estados registram tendência de crescimento de longo prazo, entre eles Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Medidas de prevenção

A Secretaria de Estado da Saúde reforça orientações para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios:

- manter a vacinação contra a influenza em dia;

- higienizar as mãos com frequência;

- manter ambientes ventilados;

- usar máscara ao apresentar sintomas respiratórios;

- cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar;

- evitar contato próximo com pessoas gripadas;

- não compartilhar objetos pessoais;

- procurar atendimento médico em caso de agravamento dos sintomas.

A recomendação é que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado evitem sair de casa. Quando isso não for possível, o uso de máscara é indicado para reduzir o risco de transmissão.

Fonte: WH3 com NSC
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