
O Ministério Público de Santa Catarina deflagrou na manhã desta quarta-feira (01) a Operação Coluna Sul, considerada pela instituição a maior ação já realizada pelo GAECO no Estado contra uma facção criminosa com atuação em Santa Catarina e em outras regiões do país.

A operação cumpriu 320 ordens judiciais em seis estados brasileiros — Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais — com mobilização de 665 policiais, 198 viaturas, além de promotores de Justiça e integrantes de forças de segurança e órgãos de controle.
Em Santa Catarina, os mandados foram executados em mais de 53 municípios, incluindo São Miguel do Oeste, Belmonte e outras cidades do Oeste e de diferentes regiões do Estado.
“Vamos asfixiá-la”, diz coordenador estadual do GAECO
O coordenador estadual do GAECO do Ministério Público de Santa Catarina, promotor de Justiça Wilson Paulo Mendonça Neto, afirmou que a operação representa um dos maiores esforços integrados já deflagrados no combate ao crime organizado no Estado.
“A operação visa asfixiar as facções criminosas, tanto no aspecto operacional como financeiro”, afirmou.
Segundo ele, a ação reúne Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros e Secretaria da Fazenda, numa atuação conjunta para enfraquecer a estrutura da organização criminosa.
Wilson destacou ainda que, até o momento, já haviam sido cumpridos mais de 118 mandados de prisão, número que deve ser atualizado ao longo do dia.
“Aqui em Santa Catarina nós vamos asfixiá-la e diminuir a sua atuação”, reforçou o coordenador estadual.
Investigação começou em 2021 e teve nova fase em 2024
De acordo com o Ministério Público, a operação é resultado de uma investigação iniciada em 2021 e aprofundada em 2024, após análise de elementos reunidos em fases anteriores do trabalho investigativo.
A apuração identificou diversos alvos distribuídos em diferentes estados, permitindo a deflagração da ofensiva desta sexta-feira.
Durante o cumprimento dos mandados, foram encontradas armas, drogas e outros materiais que devem subsidiar novas etapas da investigação.
“Atuação articulada” e foco no crime organizado
A promotora de Justiça Rayane Santana Freitas, da 39ª Promotoria de Justiça da Capital, destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança e persecução penal.

O promotor de Justiça Edisson de Melo Menezes, coordenador do núcleo do GAECO de São Miguel do Oeste, também participou da operação e reforçou o papel da estrutura regional no enfrentamento às facções que atuam na fronteira e no Extremo Oeste catarinense.
Já o delegado de Polícia Roberto Marin Fronza, integrante do GAECO, e o tenente-coronel Laerte Bieger, também integrante da força-tarefa, apontaram a importância da integração operacional para o avanço das investigações e o cumprimento simultâneo das ordens judiciais.
Segundo o Ministério Público, o trabalho conjunto entre as instituições permite atingir não apenas o tráfico de drogas, mas também outros crimes associados à atuação das facções, como roubos, furtos e latrocínios.
A operação segue em andamento e novos números devem ser atualizados pelas autoridades ao longo do dia.

