O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou nesta quinta-feira (2) que o governo federal começará, na próxima semana, a retirar gradualmente o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. A decisão foi motivada pela redução dos preços do petróleo no mercado internacional, influenciada pela diminuição das tensões no Oriente Médio.
O subsídio foi criado no fim de maio e era repassado diretamente a produtores e importadores de combustíveis para reduzir o impacto da alta do petróleo sobre o preço da gasolina ao consumidor.
Durante um evento com empresários no Rio de Janeiro, Durigan afirmou que, com a melhora do cenário internacional, o governo pretende reverter as medidas de forma gradual.
"Da mesma forma como tivemos prontidão para erguer as proteções, quando essas condições que me fizeram colocar as medidas protetivas deixam de existir, com o preço do petróleo diminuindo, nós vamos revertendo os benefícios ou as subvenções", afirmou.
Segundo o ministro, a intenção é eliminar completamente os subsídios aos combustíveis nos próximos meses.
"A ideia é, no tempo e com cuidado, retirar totalmente, até os próximos meses, todo o subsídio que haja a combustível no país", destacou.
Durigan lembrou que parte das medidas já começou a ser revertida. Entre elas, está o fim do acordo com os estados relacionado às subvenções e à importação de diesel, além da retomada da cobrança de PIS/Cofins sobre o combustível.
O governo também deixou de pagar, a partir de julho, a primeira parcela do subsídio ao diesel, de R$ 0,35 por litro. No entanto, permanece em vigor uma subvenção adicional de R$ 1,12 por litro para o diesel, que também deverá ser retirada de forma gradual.

