
Um homem de 32 anos, identificado como Hiago Moreira Schnornberger, foi preso na quinta-feira (22), suspeito de matar a própria esposa a facadas em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Ele já havia sido condenado pelo assassinato de uma ex-namorada, em 2016, e estava em liberdade condicional desde janeiro deste ano.
O crime ocorreu na quarta-feira (21), dentro da residência do casal, após uma discussão. A vítima, Elizângela Aparecida Matheus, de 51 anos, foi encontrada morta com ferimentos provocados por golpes de faca.
Após o crime, o suspeito teria fugido a pé e se apresentado à polícia no dia seguinte, em uma delegacia de Mirassol, município localizado a cerca de 15 quilômetros de São José do Rio Preto.
Versão do suspeito contradiz relato da filha da vítima
Ao se entregar à polícia, Hiago alegou que estava se defendendo de um ataque e que matou a esposa acidentalmente.
A versão, porém, é contestada pelo relato da filha adolescente de Elizângela, que teria presenciado o crime. Segundo a delegada responsável pelo caso, Dálice Aparecida Ceron, a jovem relatou ter encontrado o homem sobre a mãe, esfaqueando-a.
A polícia suspeita que, depois do crime, Hiago tenha ficado escondido na casa do pai, em Mirassol, antes de se apresentar às autoridades.
Suspeito já havia sido condenado por outro assassinato
Hiago foi condenado em 2016 pelo assassinato de uma ex-namorada e cumpriu cerca de 10 anos de prisão. Ele obteve liberdade condicional em janeiro de 2026.
Conforme informações divulgadas pela imprensa, a delegada destacou que, no caso atual, assim como no episódio anterior, o suspeito só se apresentou à polícia no segundo dia após o crime.
Hiago e Elizângela estavam casados havia pouco mais de um mês. A vítima deixa duas filhas.
O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo como suspeita de feminicídio.
Como denunciar violência contra a mulher
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 180, Central de Atendimento à Mulher. Em situações de emergência, ligue para o 190, da Polícia Militar. Também é possível registrar denúncias anônimas pelo 181, da Polícia Civil.
Em Santa Catarina, há ainda canais oficiais de atendimento da Polícia Civil e o aplicativo PMSC Cidadão.

