Luto na Crônica Esportiva - 28/10/2026 06:10

Morre aos 70 anos Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, ícone do jornalismo esportivo gaúcho

Comunicador do Grupo RBS estava internado em Porto Alegre desde domingo (25); jornalista marcou gerações com seu humor, frases irreverentes e participação no Sala de Redação
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Jornalismo perde o talento de Guerrinha. Fernando Gomes / Agencia RBS

O jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul perdeu um de seus nomes mais conhecidos. Morreu na madrugada desta quarta-feira (28), aos 70 anos, o jornalista e comentarista Adroaldo Guerra Filho, popularmente conhecido como Guerrinha.

O comunicador estava internado desde domingo (25) no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, em decorrência de uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.

Com mais de cinco décadas dedicadas à comunicação, Guerrinha construiu uma trajetória marcada pelo humor, pelas opiniões contundentes e pelas frases irreverentes que se tornaram sua marca registrada.

Carreira começou no jornalismo impresso

Filho do comunicador Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra, que atuou na Rádio Gaúcha, Guerrinha iniciou sua trajetória profissional no jornalismo impresso.

Enquanto estudava Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), começou a trabalhar no Jornal Hoje, na década de 1970.

Posteriormente, dedicou-se à cobertura do turfe, uma de suas grandes paixões, com passagens pela Folha da Manhã e pelo Correio do Povo.

Em 1983, retornou ao Grupo RBS para escrever sobre corridas de cavalos em Zero Hora. Dez anos depois, em 1993, passou a atuar na cobertura do futebol, especialmente acompanhando o Internacional.

Do jornal para o rádio e a televisão

A estreia no rádio ocorreu em 1999, quando passou a participar do programa Falcão na Gaúcha, ao lado do ex-jogador Paulo Roberto Falcão.

Em 2000, com o lançamento do Diário Gaúcho, começou a assinar a coluna Guerra Total, conhecida pelos comentários bem-humorados e questionamentos provocativos sobre o futebol.

Na televisão, integrou o programa Lance Final, da RBS TV, onde representava a visão colorada nos debates esportivos.

Em 2004, passou a participar do tradicional Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, inicialmente substituindo Kenny Braga durante as férias. A participação se tornou permanente, consolidando Guerrinha como um dos comentaristas mais populares do rádio gaúcho.

Frases marcantes e humor inconfundível

Torcedor identificado com o Internacional, Guerrinha conquistou respeito também entre os gremistas pela irreverência e pelas críticas que fazia aos dois clubes.

Entre suas expressões mais conhecidas estava a chamada Lei Guerrinha, utilizada para ironizar decisões de treinadores que modificavam equipes mesmo quando apresentavam bons resultados.

A frase que resumia a brincadeira era: “Se algo deu certo, então tem que mudar.”

Seu estilo espontâneo, a risada característica e a habilidade de contar histórias fizeram dele uma referência para diferentes gerações de ouvintes e leitores.

Ao longo da carreira, também comandou o programa de entrevistas Paredão do Guerrinha, que recebeu personalidades do futebol.

Legado no jornalismo esportivo

Com uma trajetória que atravessou o jornal, o rádio e a televisão, Adroaldo Guerra Filho tornou-se uma das vozes mais reconhecidas da comunicação esportiva gaúcha.

Sua presença no Sala de Redação e as participações em coberturas esportivas ajudaram a construir uma relação próxima com torcedores de diferentes gerações.

Guerrinha deixa a esposa, Kathia, as filhas Michelle e Karine e três netos.

Fonte: WH3 COM GZH
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