São Miguel do Oeste - 06/11/2026 16:03

Vereadores propõem redução da burocracia para abertura de empresas em SMOeste

Indicação apresentada na Câmara sugere dispensa de alvarás para atividades de baixo risco, licenciamento digital e prazos máximos para liberação de documentos
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Vereadores pedem aplicação integral da Lei de Liberdade Econômica / Fotos: Tiarajú Goldschmidt/Câmara de Vereadores

Os vereadores De March, Delegado Zancanaro e Gilberto Pedro Berté, do PL, apresentaram na sessão da Câmara de São Miguel do Oeste, nesta quinta-feira (5), uma indicação solicitando medidas para reduzir a burocracia e agilizar a emissão de alvarás de funcionamento e licenças sanitárias no município.

A proposta é direcionada ao prefeito, à secretária de Urbanismo e ao secretário de Planejamento e prevê a modernização dos procedimentos administrativos, com base na Lei Federal da Liberdade Econômica.

Segundo os parlamentares, a demora na liberação de documentos dificulta a abertura de empresas, prejudica empreendedores e compromete o desenvolvimento econômico local.

Os autores argumentam que os procedimentos atuais geram filas de espera e dependem de análises manuais que poderiam ser simplificadas ou automatizadas.

Proposta prevê dispensa de alvarás para atividades de baixo risco

Uma das principais medidas sugeridas é a aplicação integral da classificação de atividades econômicas de baixo risco, conforme a Resolução CGSIM nº 51/2019.

Na prática, empresas enquadradas na categoria de Risco I, que não apresentam impacto significativo à segurança, à saúde pública ou ao meio ambiente, ficariam dispensadas da exigência de alvarás e licenças, observadas as condições previstas na legislação.

Entre os exemplos citados pelos vereadores estão escritórios e lojas de vestuário.

O objetivo é permitir que atividades consideradas de baixo risco iniciem suas operações sem depender de autorizações administrativas prévias.

Licença sanitária provisória e fiscalização posterior

Outro ponto da indicação prevê a criação de um sistema de alvará sanitário provisório autodeclaratório para atividades classificadas como de médio risco.

Nesse modelo, o empreendedor preencheria um roteiro digital de autoinspeção, declarando o cumprimento das exigências sanitárias aplicáveis ao estabelecimento.

A proposta permitiria a emissão da autorização sem a necessidade de vistoria presencial prévia, mantendo a possibilidade de fiscalização posterior pelos órgãos municipais.

Segundo os vereadores, a mudança poderia reduzir o tempo de espera e permitir que os fiscais concentrassem esforços em atividades que apresentam maior risco à população.

Análise de zoneamento seria automatizada

A indicação também sugere a implantação de um sistema eletrônico para verificar a compatibilidade entre a atividade econômica pretendida e o zoneamento urbano.

A ferramenta utilizaria informações georreferenciadas do Plano Diretor, integradas a plataformas estaduais e federais, para analisar automaticamente se determinado endereço permite a instalação do empreendimento.

Com isso, a avaliação que atualmente depende de procedimentos manuais poderia ser realizada de forma digital, reduzindo o tempo necessário para a liberação dos documentos.

Vereadores sugerem prazos de cinco e 15 dias

O quarto ponto da proposta trata da chamada aprovação tácita, também conhecida como silêncio positivo.

Os parlamentares defendem a definição de prazos máximos para que a administração municipal analise os pedidos apresentados pelos empreendedores.

A sugestão estabelece:

Cinco dias úteis para análise de pedidos de alvarás.

15 dias para análise de licenças sanitárias consideradas complexas.

Conforme a indicação, caso o poder público não apresente uma decisão dentro do prazo estabelecido, o pedido poderia ser considerado aprovado automaticamente, com a emissão do documento eletrônico, desde que atendidos os requisitos legais aplicáveis.

Para os autores, o mecanismo evitaria que empresários fossem prejudicados pela demora administrativa.

Medidas dependem de avaliação do Executivo

A indicação apresentada pelos vereadores não altera imediatamente as regras municipais. O documento solicita que a Prefeitura de São Miguel do Oeste avalie a adoção das medidas e, quando necessário, encaminhe propostas de atualização da legislação.

A eventual implantação dos procedimentos dependerá de análise técnica e jurídica, especialmente quanto às competências municipais e às exigências previstas nas normas sanitárias, urbanísticas e de segurança.

O objetivo defendido pelos parlamentares é tornar São Miguel do Oeste mais ágil na abertura e regularização de empresas, reduzindo exigências burocráticas e estimulando novos investimentos no município.

Fonte: WH3 com Ascom da Câmara de Vereadores de SMOeste
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