
Santa Catarina começou 2026 em alerta para a dengue. Em apenas 16 dias, entre 4 e 19 de janeiro, período que compreende o início da semana epidemiológica 1 até a última atualização do boletim estadual, foram registrados 1.215 casos prováveis da doença. O número representa um aumento de 73% em relação ao mesmo período de 2025, quando haviam sido contabilizados 701 casos.
Os dados constam no Informe Epidemiológico nº 01/2026 e refletem a metodologia adotada pelo estado desde 2024, que utiliza o conceito de casos prováveis — soma de casos confirmados, suspeitos e inconclusivos — como principal indicador para monitoramento da situação epidemiológica.
Do total atual, 14 casos já tiveram confirmação final para dengue, enquanto 1.201 permanecem classificados como suspeitos. Até o momento, não há registros de dengue grave, casos com sinais de alarme ou óbitos no período analisado.
Ao todo, foram registradas 1.946 notificações da doença no estado. A distribuição dos casos prováveis já alcança 99 municípios, evidenciando a rápida disseminação do vírus neste início de ano.
O cenário é agravado pela ampla presença do mosquito Aedes aegypti. Entre 4 e 19 de janeiro, foram identificados 2.007 focos em 199 municípios. Dos 295 municípios catarinenses, 184 são considerados infestados pelo vetor, o que amplia o risco de transmissão não apenas da dengue, mas também de outras arboviroses.Além da dengue, o informe aponta 21 casos prováveis de chikungunya, a partir de 25 notificações, um crescimento de 56,3% em comparação com o mesmo período de 2025. A circulação viral já foi identificada no estado, aumentando o risco de transmissão comunitária. Em relação ao vírus da zika, houve três notificações, com um caso suspeito e dois descartados.
As autoridades de saúde reforçam que, embora o número de casos confirmados ainda seja baixo, o indicador de casos prováveis é o principal parâmetro oficial para avaliação do cenário atual, justamente por permitir resposta mais rápida frente ao avanço da doença.Passo a passo para prevenir a dengue
- Segundo o Ministério da Saúde, a principal forma de evitar a doença é eliminar os focos do mosquito transmissor.- Eliminar água parada
- Esvazie, lave e mantenha secos recipientes que possam acumular água, como pratos de plantas, baldes, garrafas, lonas e bandejas. Caixas-d’água e reservatórios devem permanecer bem vedados.
- Manter quintais e áreas externas limpos
- Retire entulhos, pneus e materiais descartáveis. Mantenha ralos externos limpos e, se possível, protegidos com telas.
- Limpar calhas, lajes e telhados regularmente
- Evite o acúmulo de folhas e sujeira que impeçam o escoamento da água da chuva.
- Proteger-se contra a picada do mosquito
- Use repelente, principalmente durante o dia, período de maior atividade do Aedes aegypti.
- Utilizar barreiras físicas
- Instale telas em portas e janelas e utilize mosquiteiros para crianças, idosos e pessoas acamadas.
- Descartar corretamente o lixo
- Mantenha o lixo bem fechado e em locais cobertos, respeitando os dias e horários da coleta.
- Apoiar as ações do poder público
- Permita a entrada de agentes de combate a endemias e siga as orientações técnicas.
- O Ministério da Saúde reforça que a eliminação contínua dos focos do mosquito é a estratégia mais eficiente, sustentável e segura para reduzir casos, surtos e mortes causadas pela doença.

