
Um laudo elaborado por médicos da Polícia Federal (PF) aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta um quadro de saúde que exige cuidados, mas que não impede sua permanência na unidade prisional conhecida como Papudinha, no Distrito Federal. Bolsonaro foi transferido para o local no dia 15 de janeiro, após deixar a Superintendência da PF em Brasília. As informações são do g1.
De acordo com o relatório, entre os cuidados necessários estão o controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, dieta fracionada, acesso a exames laboratoriais e de imagem periódicos e o uso contínuo de aparelho CPAP, indicado para o tratamento da apneia do sono.
O documento afirma que essas medidas são compatíveis com o ambiente carcerário onde o ex-presidente se encontra. Segundo os médicos, as comorbidades apresentadas por Bolsonaro “não ensejam, no momento, necessidade de transferência” para uma unidade hospitalar.
Laudo vai embasar decisão do STF
A avaliação médica foi realizada no dia 20 de janeiro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O laudo servirá de base para a decisão sobre o pedido da defesa para que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar.
Condições da cela
No relatório, Bolsonaro relatou que considera o ambiente da Papudinha melhor do que o da antiga prisão na Superintendência da PF. Segundo ele, o espaço para circulação é maior e a limpeza do local é satisfatória.O ex-presidente também afirmou não se incomodar com ruídos, apesar das obras na unidade. Na prisão anterior, ele havia reclamado com frequência do barulho do sistema de ar-condicionado.
Estado emocional
Durante a avaliação, Bolsonaro disse aos médicos que tenta se manter emocionalmente equilibrado, mas demonstrou preocupação com a filha menor de idade, a enteada e a esposa, Michelle Bolsonaro.Ele negou a necessidade de acompanhamento psiquiátrico ou psicológico, mas relatou receber visitas de um pastor, o que considera importante para sua prática religiosa.
O laudo também aponta que o ex-presidente não apresentou queixas relacionadas a sentimentos de desesperança ou desânimo.

