
O julgamento analisou a responsabilidade dos acusados como mandantes e integrantes da organização criminosa envolvida no caso. O próximo passo será a definição das penas.
Foram condenados:
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação dos irmãos Brazão por duplo homicídio qualificado, tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves e organização criminosa.
Já Rivaldo Barbosa foi absolvido da acusação de participação no planejamento dos homicídios. Segundo Moraes, não há provas de que ele atuou na fase anterior ao crime. No entanto, o ex-chefe da Polícia Civil foi condenado por obstrução de Justiça e corrupção passiva, por ter atuado para acobertar os assassinatos.
Em seu voto, Moraes afirmou que o assassinato teve motivação política e foi ligado a interesses de grilagem de terras e atuação de milícias no Rio de Janeiro.
Segundo o ministro, Marielle se tornou um obstáculo aos interesses do grupo criminoso. Ele afirmou que havia provas de ligação direta dos irmãos Brazão com milícias e que o crime teve também caráter simbólico, para intimidar opositores.
Votos acompanharam o relator
Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam integralmente o voto do relator.
Cármen Lúcia disse que o processo causou forte impacto emocional e destacou que, embora a Justiça não apague a dor das famílias, é necessário responsabilizar os envolvidos.
Flávio Dino rebateu críticas à colaboração premiada de Ronnie Lessa e afirmou que há mais de 30 elementos que confirmam as informações prestadas. Ele também criticou a condução inicial das investigações pela polícia do Rio.
Próximo passo
O caso é considerado um dos mais emblemáticos da história recente do país, por envolver crime político, milícias e possíveis tentativas de interferência nas investigações.

