JUSTIÇA - 11/03/2026 13:29

CPI mira BC e quebra sigilos de ‘Sicário’ e cunhado de Vorcaro

Senadores ampliam apurações e convocam servidores do BC suspeitos de favorecer operações ligadas ao crime organizado
Recomendar correção
Obrigado pela colaboração!
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (11) uma série de medidas para ampliar as investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Entre as decisões estão a convocação de servidores do Banco Central e a quebra de sigilos de investigados considerados peças-chave no caso.

A comissão decidiu convocar dois funcionários de carreira do Banco Central do Brasil que foram afastados após suspeitas de favorecimento à instituição financeira.

Os convocados são:

  • Paulo Sérgio Neves de Sousa, que ocupou o cargo entre 2019 e 2023

  • Bellini Santana, que atuou entre 2019 e 2024

Ambos são investigados na Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, e atualmente estão afastados das funções e utilizando tornozeleira eletrônica.

Suspeita envolve lavagem de dinheiro

Segundo o senador Humberto Costa, há indícios de que o banco teria sido utilizado para lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com o parlamentar, servidores do Banco Central teriam sido corrompidos para facilitar operações financeiras suspeitas.

Os requerimentos foram apresentados pelo relator da CPI, o senador Alessandro Vieira, e também pelo próprio Humberto Costa.

Informações solicitadas ao Banco Central e ao STF

A comissão também solicitou explicações ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre os processos administrativos que levaram ao afastamento dos servidores.

Além disso, os senadores pediram informações ao ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal de investigações relacionadas ao caso.

Caso “Sicário” também entra na investigação

Outro ponto analisado pela CPI é a morte de Luiz Phillipi Mourão, preso no início de março e que tirou a própria vida após a detenção em Belo Horizonte.

Segundo o relator da CPI, Mourão teria participação em uma milícia privada chamada “A Turma”, que supostamente atuava monitorando adversários de um grupo econômico ligado ao banco.

Quebra de sigilos e novos investigados

Os senadores também aprovaram a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de diversos investigados.

Entre eles está o empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado do empresário Daniel Vorcaro e apontado como possível operador financeiro do esquema.

A CPI também solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras relatórios financeiros sobre outros investigados, incluindo:

  • Francisco Emerson Maximiano

  • Mohamad Hussein Mourad

  • Roberto Augusto Leme da Silva

  • Danilo Berndt Trento

Os parlamentares também pediram acesso a dados financeiros da empresa King Participações Imobiliárias.

As investigações seguem em andamento no Senado e devem avançar nas próximas semanas com novos depoimentos e análise de documentos sigilosos.

Fonte: ND+
Publicidade
Publicidade
Cadastro WH3
Clique aqui para se cadastrar
Entre em contato com a WH3
600

Rua 31 de Março, 297

Bairro São Gotardo

São Miguel do Oeste - SC

89900-000

(49) 3621 0103

Carregando...