FIQUE ALERTA - 18/03/2026 11:21

ALERTA: Golpes com Imposto de Renda crescem com mensagens falsas e sites clonados

Criminosos usam ameaças, urgência e até dados reais para enganar contribuintes e aplicar fraudes
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Foto: Receita Federal / Divulgação 

Com a proximidade do prazo de entrega do Imposto de Renda, aumentaram os golpes que usam o nome da Receita Federal do Brasil para enganar contribuintes. As fraudes envolvem mensagens falsas, sites clonados e pedidos de pagamento imediato.

Segundo especialistas, os criminosos apostam em textos com tom urgente, prazos curtos e ameaças de bloqueio do CPF ou de contas bancárias. Em alguns casos, chegam a oferecer falsos “descontos” para quem fizer o pagamento na hora, geralmente via Pix.

Outro fator que chama atenção é o uso de dados reais das vítimas, como nome completo e CPF, o que torna o golpe mais convincente.

Mensagens por SMS e aplicativos são falsas

Mensagens que informam supostas pendências fiscais ou risco de suspensão do CPF, enviadas por SMS, WhatsApp ou Telegram, são golpes. Nem a Receita Federal nem a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional utilizam esses canais para cobrar débitos.

O atendimento oficial ocorre apenas por plataformas seguras, como o portal e-CAC e o site da PGFN. Em todos os casos, o acesso exige login pelo sistema Gov.br.

Sites falsos imitam páginas do governo

Outra estratégia comum é a criação de sites clonados que aparecem até como links “patrocinados” em buscas na internet. Essas páginas imitam o visual de órgãos oficiais e induzem o usuário a inserir dados ou realizar pagamentos.

Um dos principais sinais de fraude está no endereço: sites oficiais do governo brasileiro sempre terminam em “gov.br”. Qualquer variação diferente deve ser considerada suspeita.

Além disso, páginas legítimas exigem autenticação via Gov.br. Se o site pedir CPF e senha diretamente, sem esse sistema, o recomendado é sair imediatamente.

E-mails falsos usam técnica para parecer oficiais

Os criminosos também enviam e-mails simulando comunicações oficiais. Para isso, utilizam uma técnica chamada “spoofing”, que altera o remetente para parecer legítimo.

As mensagens costumam ter linguagem técnica, aparência profissional e termos alarmantes para pressionar o contribuinte a clicar em links ou baixar anexos, o que pode resultar em roubo de dados ou instalação de vírus.

Como se proteger

A Receita Federal reforça que não envia e-mails com links nem solicita acesso a páginas externas.

A orientação é desconfiar de mensagens inesperadas, especialmente aquelas com tom de urgência ou erros de ortografia. O contribuinte não deve clicar em links nem abrir anexos suspeitos.

Para verificar qualquer situação fiscal, o acesso deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais, como o portal da Receita Federal, utilizando login seguro.

Fonte: Marcos de Lima / Rádio 103 FM
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