ECONOMIA - 22/03/2026 09:32

Federação alerta para falta de diesel no RS e fala em restrição de serviços

Desde o início da guerra no Oriente Médio, preço médio do diesel comum no Brasil cresceu 20,39%; bloqueio no Estreito de Ormuz gera preocupação sobre desabastecimento de combustíveis
Recomendar correção
Obrigado pela colaboração!
Foto: Marcos de Lima / WH Comunicações 

Pelo menos 142 prefeituras do Rio Grande do Sul já enfrentam falta de diesel, acendendo um alerta para o funcionamento de serviços essenciais nos municípios. O dado foi divulgado pela Famurs na sexta-feira (20).

O número representa quase 30% das 497 cidades gaúchas. Ao todo, 315 prefeituras responderam ao levantamento realizado pela entidade.

Segundo a federação, a escassez já força gestores a priorizar áreas essenciais, principalmente na saúde, como o transporte de pacientes. Em contrapartida, serviços que dependem de maquinário, como obras e manutenção de estradas, começam a ser suspensos.

A presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, também prefeita de Nonoai, afirmou que a situação pode piorar nos próximos dias caso não haja medidas urgentes para garantir o abastecimento.

A crise está diretamente ligada à disparada no preço do petróleo no mercado internacional, influenciada pelo conflito no Oriente Médio. Desde o início da crise, o diesel comum no Brasil já acumula alta superior a 20%, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Para tentar conter o problema, o Governo Federal anunciou algumas ações:

  • Publicação da Medida Provisória nº 1.344/2026, que libera R$ 10 bilhões para subsidiar o diesel

  • Zeragem de impostos federais como PIS e Cofins

  • Proposta para que estados zerem o ICMS sobre a importação do combustível

Apesar disso, estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste resistem à proposta de zerar o ICMS. Até o momento, apenas o governador do Piauí, Rafael Fonteles, sinalizou positivamente à medida.

A possibilidade de desabastecimento preocupa autoridades e o setor logístico, especialmente diante da ameaça de paralisações de caminhoneiros. O temor é que o Brasil enfrente impactos semelhantes aos registrados em crises anteriores, com reflexos diretos na economia e no dia a dia da população.

Fonte: CNN Brasil
Publicidade
Publicidade
Cadastro WH3
Clique aqui para se cadastrar
Entre em contato com a WH3
600

Rua 31 de Março, 297

Bairro São Gotardo

São Miguel do Oeste - SC

89900-000

(49) 3621 0103

Carregando...