Segurança - 30/03/2026 16:28

Ministério Público de Santa Catarina lança Mapa do Feminicídio. 'Coletiva ACAERT' aborda tema

Procuradora-Geral de Justiça participa do programa que teve a participação de 134 emissoras
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Reprodução / ACAERT

O Ministério Público de Santa Catarina – MPSC lançou nesta segunda-feira (30) o ‘Mapa do Feminicídio’, que cruza e organiza dados oficiais, reunindo análises que ajudam a dimensionar como a violência letal contra mulheres se manifesta no Estado, a partir da identificação de padrões, fatores de risco e impactos sociais associados aos crimes.

Para falar sobre o assunto, a procuradora-Geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, e os promotores Simão Baran Júnior, coordenador do Escritório de Ciências de Dados do MP e Chimelly Marcon, coordenadora do NEAVIT, participaram do ‘Coletiva ACAERT’, realizado no estúdio da entidade, na capital. O programa, que teve a condução do jornalista Kadu Reis, da Rede de Notícias ACAERT – RNA, contou com a participação ao vivo de jornalistas das emissoras associadas. Ao todo, 134 emissoras participaram da transmissão.

Mais cedo, o MPSC promoveu o lançamento do ‘Mapa do Feminicídio’ no auditório da instituição, com as presenças da vice-governadora Marilisa Boehm e de representantes da Assembleia Legislativa de Santa Catarina – Alesc, Tribunal de Justiça de Santa Catarina – TJSC, Tribunal de Contas do Estado – TCE/SC, OAB/SC, entre outros órgãos.

A Procuradora-Geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, afirmou que a iniciativa propõe um exercício de responsabilidade institucional e coletiva diante da gravidade dos dados. Para ela, trabalhar com evidências exige disposição para reconhecer limites, desafios e lacunas das políticas públicas atuais.

Alguns dos indicativos mais relevantes do levantamento, que apontam que o feminicídio em Santa Catarina mantém forte vínculo com relações afetivas, mesmo quando os relacionamentos já haviam sido encerrados: 71% dos casos são classificados como feminicídios íntimos, cometidos por companheiros ou ex‑companheiros.

MAPA DO FEMINICÍDIO - Acesse AQUI

Outro dado expressivo revelado pelo Mapa, aponta que 68,9% das vítimas tinham histórico prévio de violência, não necessariamente pelo sistema de proteção. Em muitos desses casos, no entanto, essa trajetória de agressões não havia se convertido em registros formais nos serviços de saúde, assistência social ou segurança pública.

Fonte: ACAERT
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