JUSTIÇA - 11/04/2026 06:50

Pai é condenado a 71 anos de prisão por matar a filha de 1 ano no Oeste de SC

Júri em Ponte Serrada reconheceu feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver; crime ocorreu em Vargeão em maio de 2025.
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Arte / WH3

Valmir Rodrigo Pegoraro, de 42 anos, foi condenado a 71 anos de reclusão, sem direito de recorrer em liberdade, pelo assassinato da própria filha, de apenas 1 ano e 9 meses. A sentença foi proferida nesta sexta-feira (10), após um júri que durou mais de 10 horas no Fórum da comarca de Ponte Serrada, no Oeste de Santa Catarina.

O réu respondeu por feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver. Conforme o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o conselho de sentença reconheceu, no crime de feminicídio, as causas de aumento por se tratar de vítima menor de 14 anos, pela asfixia (enforcamento) e pelo recurso que dificultou a defesa da criança. A confissão foi considerada atenuante, resultando em pena de 60 anos para esse crime.

Pelo sequestro, a pena fixada foi de oito anos, com qualificadoras por ter sido cometido contra descendente, contra menor de 18 anos e por ter causado grande sofrimento físico ou moral à vítima. Já pela ocultação de cadáver, a pena foi de três anos, consideradas agravantes como reincidência, motivo torpe, assegurar a impunidade e o fato de a vítima ser descendente e criança — também com atenuante pela confissão.

Somadas, as penas totalizaram 71 anos de prisão. Valmir estava preso desde o crime e foi encaminhado diretamente à penitenciária de Chapecó após o julgamento.

O crime ocorreu em 25 de maio de 2025. Segundo as investigações, Valmir fugiu com a filha do interior de Abelardo Luz, seguiu até uma área de mata e matou a criança já no interior de Vargeão. O corpo foi encontrado no dia seguinte, na linha Copinha, próximo à divisa com Faxinal dos Guedes. O próprio pai confessou o crime por telefone, relatando o enforcamento e uma tentativa de suicídio.

Familiares da menina, Hosana Esmeralda Silva Pegoraro, acompanharam o início do júri do lado de fora do fórum, usando camisetas com a foto da criança e pedindo justiça.

O julgamento ocorreu sob segredo de justiça, sem acesso do público e da imprensa. O réu respondeu apenas às perguntas da defesa e dos jurados. Após oitiva de testemunhas, debates entre acusação e defesa e a votação do conselho de sentença, o resultado foi anunciado no fim da noite.

Fonte: WH3 com Oeste Mais
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