Combate ao comércio ilegal - 24/06/2026 15:19 (atualizado em 24/06/2026 15:35)

Operação nacional apreende mais de 25 mil cigarros eletrônicos proibidos no Brasil

Ação conjunta da Anvisa e Receita Federal também retirou de circulação mais de 107 mil maços de cigarros contrabandeados e reforçou o combate ao comércio ilegal de produtos fumígenos.
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Avisa e Receita Federal apreendem cigarros eletrônicos | Divulgação/Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Receita Federal realizaram nesta terça-feira (23) a Operação Rede de Fumaça, uma ação de abrangência nacional voltada ao combate da comercialização irregular de cigarros eletrônicos no Brasil.

A operação teve como principal objetivo retirar do mercado produtos cuja venda é proibida no país, além de fortalecer a fiscalização contra a entrada e distribuição ilegal desses dispositivos.

Segundo os órgãos responsáveis pela ação, mais de 25 mil cigarros eletrônicos foram apreendidos em diferentes estados brasileiros.

Além dos dispositivos eletrônicos para fumar, a operação também resultou na apreensão de aproximadamente 107 mil maços de cigarros convencionais introduzidos ilegalmente no mercado nacional.

Comercialização é proibida no Brasil

A venda, importação, armazenamento, transporte e propaganda de cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 855/2024, da Anvisa.

O órgão regulador sustenta que os dispositivos apresentam riscos à saúde e que ainda existem evidências científicas suficientes para justificar a manutenção da proibição.

A agência destaca que a medida busca proteger a população dos possíveis efeitos nocivos associados ao uso desses produtos.

Preocupação com o público jovem

Uma das principais preocupações das autoridades é o crescimento do consumo de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos.

De acordo com a Anvisa, fabricantes e distribuidores costumam utilizar estratégias de marketing que tornam os dispositivos mais atrativos para esse público, contribuindo para sua popularização.

A agência alerta que sabores diferenciados, design moderno e forte divulgação em ambientes digitais são fatores que favorecem o interesse dos mais jovens pelos produtos.

Risco de iniciação ao tabagismo

Estudos citados pela Anvisa indicam que usuários de cigarros eletrônicos apresentam maior probabilidade de iniciar o consumo de cigarros convencionais quando comparados a pessoas que nunca utilizaram esses dispositivos.

Segundo a agência, essa possível migração para o tabagismo tradicional reforça a necessidade de ações de fiscalização e prevenção.

Combate ao comércio ilegal

A Operação Rede de Fumaça integra as estratégias nacionais de combate ao comércio irregular de produtos fumígenos e de proteção à saúde pública.

De acordo com a Anvisa, o objetivo é reduzir a oferta de dispositivos eletrônicos proibidos no mercado brasileiro, dificultar a atuação de redes de comercialização ilegal e ampliar a conscientização sobre os riscos associados ao uso desses produtos.

As autoridades reforçam que novas operações poderão ser realizadas para intensificar a fiscalização e coibir a circulação de cigarros eletrônicos em todo o país.

Fonte: WH3 com CLICRDC
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