O Sul do Brasil segue em estado de alerta. Entre a madrugada desta quinta-feira (2) e ao longo de todo o dia, as supercélulas que atuam sobre Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul passam por um processo de retroalimentação, o que favorece a intensificação do tempo severo em diversas cidades da região.
De acordo com o meteorologista Piter Scheuer, o Noroeste e o Norte do Rio Grande do Sul, parte da Serra catarinense e áreas do Centro-Leste litorâneo devem concentrar os maiores impactos. “Essa frente fria está parada […] recebendo uma intensa injeção de energia e de ar quente e úmido”, afirma.
“Tudo isso acaba contribuindo para que essas supercélulas acabem se tornando extremamente ativas e explosivas”, explica Piter. O fenômeno aumenta o risco de vendavais, queda de granizo e chuva intensa no Norte do RS, Nordeste, Noroeste, áreas de divisa com SC, Oeste, Meio-Oeste e parte do Planalto Sul catarinense.
O risco também persiste no Sudoeste do Paraná, entre a região de Dionísio Cerqueira, Pato Branco, Francisco Beltrão e Clevelândia.
“Não dá, em hipótese alguma, para descartar algum tornado enraizado aí, alguma supercélula. Não dá para descartar. A atmosfera está altamente volátil e dinâmica. Para gerar uma supercélula aí que gere um ou outro tornado, é um segundo, tá certo? Está explodindo o tempo severo nessa região”, informa o meteorologista.
Segundo Scheuer, o cenário deve começar a mudar entre a sexta-feira (3) e o fim de semana, quando o tempo tende a estabilizar e as temperaturas voltam a cair.
A previsão vai ao encontro da estimativa do Meteored, que aponta o avanço de uma segunda massa de ar polar sobre o Brasil nos próximos dias, mais abrangente e intensa do que a anterior. Há previsão de temperaturas negativas entre o RS e SC, com possibilidade de mínimas de até -10°C e geadas severas.

