Segurança - 18/08/2026 11:03

Megaoperação contra facção criminosa cumpre 39 ordens judiciais no Oeste de SC

Ação mobiliza mais de 120 agentes em Chapecó, Xanxerê e Caxambu do Sul e investiga estrutura criminosa que atuaria dentro e fora do sistema prisional
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Operação mira facção que mantinha estrutura dentro e fora dos presídios em SC (Foto: MPSC, Divulgação)

Uma megaoperação contra uma organização criminosa mobilizou aproximadamente 122 agentes de segurança pública e integrantes do Ministério Público na manhã desta terça-feira (18), em municípios do Oeste de Santa Catarina.

A Operação Istós cumpre 39 ordens judiciais, sendo 19 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão, nos municípios de Chapecó, Xanxerê e Caxambu do Sul. As medidas foram autorizadas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.

A investigação aponta que o grupo mantinha uma estrutura organizada para coordenar e manter atividades criminosas dentro e fora do sistema prisional catarinense.

A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), e pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Combate às Drogas de Chapecó (DECOD).

Desdobramento de investigação

A ação é um desdobramento das investigações da quarta fase da Operação Sodalitas Finis, que já apura a atuação de organizações criminosas em Santa Catarina.

De acordo com os investigadores, os alvos da operação são suspeitos de integrar a organização criminosa e de participar de atividades relacionadas a homicídios, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo.

Os elementos reunidos durante a investigação indicam que a organização teria desenvolvido mecanismos para manter suas atividades mesmo com integrantes encarcerados, estabelecendo uma conexão entre a estrutura existente dentro do sistema prisional e os integrantes que permaneciam em liberdade.

O objetivo da Operação Istós é enfraquecer a estrutura e reduzir a capacidade de atuação da facção em diferentes regiões do Estado.

Mais de 120 agentes participam da operação

Além do GAECO e da Polícia Civil, participam da ação equipes da Polícia Militar, Polícia Penal e do Serviço Aeropolicial de Fronteira (SAER/Fron).

Ao todo, aproximadamente 122 agentes foram mobilizados para o cumprimento simultâneo das ordens judiciais.

Os materiais eventualmente apreendidos durante as buscas serão encaminhados à Polícia Científica, onde passarão por exames periciais. Posteriormente, os elementos serão analisados pelas equipes responsáveis pela investigação.

O procedimento tramita sob sigilo judicial. Por isso, novas informações sobre os resultados da operação poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos e o avanço das diligências.

Nome da operação faz referência a uma “teia”

O nome Istós tem origem no grego antigo e significa “teia”, “trama” ou “estrutura entrelaçada”.

Segundo as autoridades, a denominação faz referência à rede de relações identificada durante as investigações e à forma coordenada como os integrantes da organização criminosa estariam conectados para manter as atividades ilícitas.

A operação busca justamente romper essa estrutura e atingir diferentes níveis de atuação do grupo investigado.

Fonte: WH3 com NSC
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