
A Operação Istós, deflagrada na manhã desta terça-feira (18), resultou na prisão de 18 pessoas e teve como alvo uma organização criminosa com atuação em Santa Catarina. A ação cumpriu 19 mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão em municípios do Oeste catarinense.
Um dos alvos ainda não havia sido localizado pelas equipes até o fim da manhã. Segundo a Polícia Civil, parte dos investigados já estava presa, mas, conforme apontam as investigações, continuava exercendo funções dentro da organização criminosa mesmo no sistema prisional.
A operação reuniu equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Mais de 120 agentes e integrantes dos órgãos de segurança participaram do cumprimento das ordens judiciais.
Organização atuava dentro e fora dos presídios
Segundo o delegado Marcelo Teske, da Diretoria de Investigações Criminais (DIC), a investigação identificou integrantes que, mesmo encarcerados, mantinham contato com pessoas do lado de fora e, dessa forma, conseguiam transmitir ordens e informações relacionadas às atividades criminosas.
As autoridades também identificaram familiares e pessoas próximas de integrantes presos que, conforme a investigação, estariam envolvidos principalmente na movimentação financeira e no suporte à organização.
A Polícia Penal destacou que a comunicação entre integrantes presos e pessoas em liberdade pode ocorrer por diferentes meios e envolver familiares, pessoas próximas e outros contatos autorizados no sistema prisional.
Investigação apura tráfico e homicídios
Os investigados possuem relação, segundo as autoridades, com crimes como tráfico de drogas e homicídios.
A investigação aponta ainda que a organização contava com integrantes que desempenhavam diferentes funções, desde supostas lideranças até pessoas responsáveis pela movimentação financeira e pelo suporte às atividades criminosas.
Além das prisões, a operação buscou atingir a estrutura econômica do grupo. Foram adotadas medidas cautelares patrimoniais, incluindo bloqueio de bens e sequestro de patrimônio.
Cocaína e munições são apreendidas
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, as equipes localizaram uma quantidade significativa de cocaína, além de munições dos calibres 12 e .380.
A apreensão resultou em um dos flagrantes registrados durante a operação. Outro flagrante também foi realizado pelas forças de segurança no decorrer das diligências.
O material recolhido será encaminhado para análise e poderá fornecer novas informações para o avanço das investigações.
Operação é desdobramento da Sodalitas Finis
A Operação Istós é um desdobramento da Operação Sodalitas Finis, que já investigava a atuação da organização criminosa em Santa Catarina.
De acordo com o GAECO, alguns dos investigados já haviam sido alvos de operações anteriores. Novos elementos reunidos durante as investigações, porém, indicaram que determinados integrantes continuavam atuando na estrutura criminosa.
O nome Istós, de origem grega, significa “teia”, “trama” ou “estrutura entrelaçada” e faz referência à rede de relações identificada entre os integrantes investigados.
A investigação permanece em andamento. O material apreendido durante a operação será analisado pelas equipes responsáveis, e novas informações poderão resultar em outros desdobramentos.

