
Trabalhadores bancários de todo o Brasil realizam uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20). A mobilização pode afetar o atendimento presencial nas agências bancárias, mas a interrupção dos serviços dependerá da adesão dos funcionários em cada unidade.
A decisão pela paralisação foi tomada após assembleias realizadas na segunda-feira (17). Segundo o Comando Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, 97% dos bancários participantes das votações rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante as negociações da Campanha Nacional Unificada de 2026.
Entre as principais reivindicações da categoria estão aumento real dos salários, valorização dos pisos, manutenção dos valores dos vales alimentação e refeição, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a criação de um piso salarial específico para trabalhadores da área de Tecnologia da Informação.
A proposta inicialmente apresentada pelos bancos previa reajustes diferenciados conforme as faixas salariais e também o congelamento do piso para novos trabalhadores. Após novas negociações, a Fenaban retirou esses pontos da mesa, mas as partes ainda não chegaram a um acordo sobre o índice econômico.
Uma nova rodada de negociação deverá tratar da questão salarial.
Agências podem funcionar normalmente em algumas cidades
Apesar da mobilização nacional, não significa que todas as agências bancárias estarão fechadas nesta quinta-feira.
A adesão ocorre individualmente em cada local de trabalho. Dessa forma, algumas unidades podem suspender totalmente o atendimento presencial, enquanto outras poderão funcionar normalmente ou com equipes reduzidas.
Para os bancários que trabalham em regime de home office, a orientação das entidades sindicais é de que os trabalhadores que aderirem ao movimento não registrem o ponto nem acessem os sistemas dos bancos durante o período da paralisação.
O dia não trabalhado poderá ser descontado pelas instituições financeiras. Uma eventual compensação ou abono deverá ser discutida posteriormente durante as negociações entre representantes dos trabalhadores e dos bancos.
A Federação Brasileira de Bancos informou que recebeu a pauta de reivindicações da categoria em junho e que as negociações continuam seguindo o cronograma estabelecido, com expectativa de que seja alcançado um entendimento entre as partes.

