
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento que decidirá sobre a validade do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito senador pelo Paraná nas eleições de 2026. A análise estava prevista para esta quinta-feira (8), mas foi retirada da pauta após um pedido apresentado pela defesa do ex-procurador da Lava Jato.
A Corte ainda não definiu uma nova data para o julgamento. Enquanto isso, permanece pendente a decisão definitiva sobre a elegibilidade de Dallagnol, que conquistou uma das duas vagas do Paraná no Senado Federal.
Dallagnol recebeu mais de 2,9 milhões de votos
Nas eleições de domingo (4), Deltan Dallagnol foi o segundo candidato mais votado ao Senado pelo Paraná, com mais de 2,9 milhões de votos, equivalentes a 25,1% dos votos válidos.
Apesar do resultado nas urnas, a candidatura é alvo de uma disputa judicial que começou antes da votação.
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia aprovado o registro de candidatura por quatro votos a três. No entanto, adversários políticos recorreram ao TSE, solicitando o indeferimento do registro.
Decisões judiciais provocaram impasse
O ministro Floriano de Azevedo Marques havia reformado a decisão do TRE-PR, determinando o indeferimento da candidatura de Dallagnol e a anulação dos votos atribuídos à chapa.
Entretanto, no domingo (4), dia do primeiro turno, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos dessa decisão.
Com isso, determinou que os votos recebidos por Dallagnol fossem considerados válidos e encaminhou o processo para análise do plenário do Tribunal Superior Eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) já se manifestou favoravelmente à manutenção do registro de candidatura do ex-procurador.
Cassação em 2023 está no centro da discussão
A controvérsia sobre a elegibilidade de Deltan Dallagnol tem origem nas eleições de 2022.
Em 2023, o TSE cassou o registro de sua candidatura a deputado federal, provocando a perda do mandato conquistado nas urnas.
Na ocasião, a Justiça Eleitoral entendeu que Dallagnol havia cometido fraude à Lei da Ficha Limpa ao deixar o Ministério Público Federal (MPF) enquanto respondia a procedimentos internos que poderiam resultar em sua demissão.
O histórico dessa decisão está relacionado aos questionamentos apresentados contra sua candidatura ao Senado em 2026.
Futuro político depende de decisão do TSE
Com o adiamento, o processo permanece sem uma definição definitiva no Tribunal Superior Eleitoral.
O julgamento será fundamental para determinar se Dallagnol poderá manter o registro de candidatura e assumir a vaga conquistada no Senado Federal a partir de 2027.
Até que a Corte se manifeste, segue válida a decisão que suspendeu o indeferimento do registro e determinou o reconhecimento dos votos recebidos pelo candidato.

