ENTREVISTA - 30/10/2026 14:26 (atualizado em 30/10/2026 17:04)

Denúncias de assédio eleitoral no trabalho aumentam expressivamente em SC após a eleição

Dados do MPT-SC apontam que até quinta-feira (29), 208 registros haviam sido contabilizados, enquanto na terça-feira (27) eram 34
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O Ministério Público do Trabalho tem intensificado as ações de conscientização e combate ao assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Em Santa Catarina, os dados do MPT-SC apontam um aumento expressivo no número de denúncias após o encerramento das Eleições 2026. Até o dia 27 de outubro, eram 34 registros. Já até as 19h de quinta-feira (29), o número chegou a 208.

A reportagem entrou em contato com o MPT-SC, e recebeu uma mensagem da Procuradora do Trabalho em Santa Catarina, Luciana Teles. Ela explica como os trabalhadores podem denunciar o assédio eleitoral. “As eleições acabaram, mas ainda tem empregador ameaçando demitir empregado que votou diferente. Isso tem nome, se chama assédio eleitoral. Você, empregador, paga pelo trabalho, e não pelo voto dos seus empregados”. Ela afirma que quem ameaça ou demite trabalhador por essa razão pode ser investigado ou mesmo punido. O trabalhador que se sentir ameaçado ou tiver sido demitido pode procurar o MPT por meio do site mpt.mp.br. Ao fazer a denúncia, pode exigir que seu nome fique em sigilo. “O voto é livre e não é moeda de troca”, finaliza. 

A procuradora do Trabalho Luciana Marques Coutinho, vice-coordenadora nacional da Coordenadoria de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), falou sobre postagens que sugerem a não contratação de trabalhadores por conta das suas opções político-partidárias. “Esse tipo de postagem na rede social é uma conduta irregular porque incentiva uma irregularidade trabalhista. A pessoa que posta este tipo de conteúdo também pode ser responsabilizada. Se o trabalhador tiver conhecimento deste tipo de postagem, pode e deve denunciar isso ao MPT, para que o órgão possa adotar as suas práticas para reprimir este tipo de ocorrência”, orienta a Procuradora Luciana Marques Coutinho.
Confira a reportagem veiculada na Rádio Líder FM nesta sexta-feira (30)


Fonte: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder
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