
A última reunião entre as partes ocorreu no dia 29 de janeiro, quando não houve acordo sobre os valores das quatro faixas salariais que compõem o piso regional aplicado no Estado. Segundo a Fiesc, ainda não há estimativa oficial sobre o percentual de reajuste que poderá ser definido em 2026.
Apesar da falta de consenso, a presidente da Câmara de Relações Trabalhistas da Fiesc, Rita Cássia Conti, avalia que o diálogo apresentou avanços. Para ela, mesmo com a distância entre as propostas apresentadas por empregadores e trabalhadores, o processo segue em evolução.
O último reajuste do salário mínimo regional catarinense foi aprovado em março de 2025, quando a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) autorizou um aumento de 7,27%, percentual superior ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulava alta de 4,17% nos 12 meses anteriores.
- R$ 1.792,00 para empregados da indústria e empresas de comunicação;
- R$ 1.898,00 para a indústria química, de alimentação, cinematográfica e trabalhadores do comércio;
- R$ 1.978,00 para trabalhadores da indústria metalúrgica, gráfica, de vidros e borracha, além de empregados em edifícios, estabelecimentos de saúde, educação, cultura e crédito.
O salário mínimo regional é instituído pela Lei Complementar nº 459, de 2009, e se aplica exclusivamente a trabalhadores que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo. Este é o 15º ano consecutivo em que empregadores e trabalhadores buscam um acordo negociado no Estado.
Além de Santa Catarina, apenas outros quatro estados brasileiros adotam salário mínimo regional: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

