
Segundo a PF, Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo apresentado na publicação e também não entregou documentos ou informações que sustentassem as afirmações atribuídas a ele.
A instituição também informou que as propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa do ex-banqueiro não foram aceitas por não atenderem aos requisitos legais.
A reportagem da Veja, intitulada "Vorcaro conta que liberou dinheiro para filme sobre Lula por negócios no governo", afirmou que o ex-banqueiro teria destinado recursos à produção de um documentário sobre o presidente.
A revista afirmou que R$ 30 milhões teriam sido entregues em espécie ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto, para financiar um documentário sobre o presidente no exterior.
A reportagem também mencionou outro suposto pagamento ao instituto, sem especificar o valor, e associou os recursos ao documentário Lula, dirigido pelo cineasta Oliver Stone.
Lula nega ter solicitado ou recebido recursos
Procurado pela Veja, o presidente Lula negou qualquer envolvimento nos supostos repasses financeiros.
Segundo a manifestação atribuída ao presidente, ele "jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem financeira nem autorizou terceiros a receber recursos de Vorcaro em seu nome".
Advogados pedem investigação sobre possível interferência eleitoral
Os advogados levantaram a suspeita de uma possível articulação entre Vorcaro e pessoas ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para interferir no segundo turno da eleição presidencial.
Segundo eles, existe a preocupação de que acusações sejam divulgadas durante a campanha sem tempo suficiente para sua verificação e para a apresentação de respostas pelos envolvidos.
A Polícia Federal confirmou que recebeu uma notícia-crime com pedido de providências urgentes para apurar fatos relacionados à reportagem.

